
GRETA VAN SUSTEREN, APRESENTADORA DA FOX NEWS: O que aprendemos sobre a relação de Michael Jackson com os filhos dele? Que tipo de pai ele era? A enfermeira de Michael Jackson, Cherilyn Lee, falou sobre essa relação.
CHERILYN LEE, ENFERMEIRA REGISTRADA: Fiquei realmente surpresa quando cheguei lá para ver as crianças dele. Eu estava pensando: “Ok, vou ver as crianças dele, provavelmente vai ter uma babá ou algo assim.” Mas então ele desceu as escadas. E eu fiquei tipo: “Uau, é ele mesmo aqui.” Eu fiquei muito chocada de vê-lo, porque só tinha visto ele na televisão.
VAN SUSTEREN: E como ele parecia quando você o viu?
LEE: Ele estava ótimo. Parecia saudável, estava bem casual, confortável, e era a pessoa mais humilde que eu já conheci. Ele só dizia “obrigado, obrigado, obrigado por ter vindo, obrigado por tirar um tempo para ver meus filhos”. Ele foi extremamente gentil.
VAN SUSTEREN: E como era a casa por dentro? O que…
LEE: Era absolutamente linda. Simplesmente linda. Mas era uma casa em que você entra e sente que é um lar de amor. Você pode entrar num lugar bonito e não sentir amor ali, mas ali havia uma sensação muito forte de amor, que preenchia a casa inteira. Era maravilhoso.
VAN SUSTEREN: E as crianças? Como eram com ele?
LEE: Maravilhosas. Maravilhosas.
VAN SUSTEREN: Como você descreveria as personalidades?
LEE: O mais velho é muito inteligente, muito inteligente mesmo, muito curioso. Ele trabalhava bastante com as crianças, inclusive história. Eles eram escolarizados em casa, mas ele ensinava também história, inclusive história negra. Ele fazia perguntas e conversava com eles. O mais velho gostava de computadores e era bem envolvido com várias coisas. Ele fazia muitas coisas com o pai também, configurava DVD e outras coisas. Ele era carinhoso, chegava e perguntava o que ia ter para o jantar, como se fosse um chef, lia o “menu” de memória e dizia: “Você quer isso?” Eu dizia: “Não, não, vocês podem comer, eu espero vocês terminarem.” Mas ele era assim, bem extrovertido.
VAN SUSTEREN: É interessante, porque parecia que eles viviam meio isolados. A gente nunca via muito o Michael Jackson, por causa da fama dele. Ele não saía muito, não se via ele na rua como outras celebridades em Los Angeles. Essa família parecia viver meio protegida, separada do mundo.
LEE: Não. Essas crianças também são muito talentosas, extremamente talentosas. Estive bastante tempo com eles juntos. Em fevereiro, porque lembro de ter visto ele algumas vezes nesse mês, algo surgiu sobre meu aniversário, que é em 21 de fevereiro. E na semana seguinte ele e as crianças me deram um presente de aniversário. Estava todo embrulhado com um laço bonito, e eles estavam muito animados me ajudando a abrir. Quando eu abri, o filho dele tinha me dado um computador. E ele disse: “Vem aqui, deixa eu te mostrar como configura.” Ele me ensinava tudo. Eu agradeci muito, fiquei até emocionada. E ele era muito de abraçar também.
VAN SUSTEREN: O Michael era.
LEE: Sim. Muito de abraçar. Ele até dizia pros filhos que amor e abraço são de graça, não custam nada. “Nunca esqueçam disso.” Ele falava isso pra eles. E ele também dizia: “Olha como ela está grata por esse presente. Mais pessoas deveriam ser gratas.” E isso me fez pensar um pouco, tipo… que tipo de pessoas ele teria encontrado que não eram gratas? Eu só o vi como uma pessoa muito generosa e amorosa.
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